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Tratamentos

Há vinte anos atrás não havia uma medicação específica para a alopecia androgenética (calvície). Loções, poções, garrafadas, plantas, remédios caseiros e produtos “milagrosos “ eram usados na tentativa de resolver os casos de queda de cabelos. Algumas vezes o uso destes produtos coincidia com curas espontâneas ou então o problema era agravado. Hoje em dia existem medicamentos eficazes para o combate à calvície.

TRATAMENTO SISTÊMICO (oral):   

Durante milhares de anos os tratamentos não médicos através de plantas, remédios caseiros e poções mágicas eram vendidos por charlatões na tentativa de tratar a calvície. Atualmente, a indústria farmacêutica descobriu algumas substâncias que inicialmente estavam indicadas para outras patologias e que acabaram sendo adotadas no tratamento da calvície. Estes produtos surtem efeitos benéficos contra a calvície.

Finasterida

Como ageA Finasterida não inibe os hormônios masculinos (andrógenos), mas inibe a enzima 5-alfa redutase (5-?R) Tipo 2 que não permite que a testosterona (T) seja convertida em dihidrotestosterona (DHT) que atua nos receptores dos folículos pilosos promovendo a atrofia do folículo e a miniaturização dos fios e perda definitva do cabelo.
Indicação: homens com predisposição genética à calvície ou com queda em fase incial e intermediária dos cabelos.
Duração do tratamento: Deve ser utililizado por tempo indeterminado ou conforme critério médico.
Resultados: Começa a agir após dois meses de uso e os resultados podem ser percebidos com seis meses de tratamento. Assim que o uso é suspenso, o cabelo volta a cair. Não deve ser usado por mulheres grávidas ou que possam engravidar durante o  seu uso
 

Dutasterida: Embora esteja aprovada somente para tratar hyperplasia prostática, muitos dermatologistas têm usado  ‘off label” nos EUA por se mostrar efetivo também na alopecia androgenética. Existem relatos nos trabalhos científicos urológicos que mostram uma incidência menor de efeitos colaterais quanto à libido e maior eficácia contra a calvície.
Como age? Semelhante a Finasterida com um diferencial de inibir as enzimas 5-alfa redutase do tipo I e tipo 2 que não permitem que a testosterona ser convertida em dihidrotestosterona.
Indicações: São as mesmas da Finasterida  
 

Flutamida: é um potente antiandrogeno, mas recentemente seu uso foi proibido no Brasil.
 

Cimetidina: Age com um antiandrogeno, mas com pouca eficácia.
 

Espirolactona: Originalmente utilizada para tratar hipertensão, também possui efeito antiandrogenico discreto e é comumente indicado para tratar acne, alopecia androgenética e hirsutismo feminino, porque diminue a produção de hormônios androgenicos.


Acetato de ciproterona: Encontrado em algumas pílulas anticoncepcionais, age como antagonista de hormônios androgênicos e também é um potente progestativo para tratar o hirsutismo (aumento de pelos). Também é utilizado na calvície feminina


Complementos Nutricionais: São comumente associados ao tratamento base para ajudar na recuperação dos folículos.
 

 TRATAMENTO TÓPICO (local não cirúrgico):

Minoxidil: Esta substância é um vasodilatador usado por via oral no tratamento de hipertensão arterial, tendo a propriedade de induzir hipertricose em determinados pacientes. Desde então vem sendo utilizado topicamente em pacientes com alopecia androgênica, mostrando-se efetivo.
 
Imiquimod e Difenciprona (DPCP): O primeiro é um imunomodulador tópico. Já a Difenciprona (DPCP) atua como sensibilizante tópico. Estão indicados para os casos mais avançados da alopecia areata e devem ser monitorados por um dermatologista. São realizadas aplicações semanais no local. Pode ocorrer irritação da pele, vermelhidão, coceira e presença de gânglios. É uma opção quando os tratamentos convencionais (corticoides tópicos, injetáveis e orais, DNCB, Antralina, Minoxidil) já foram utilizados sem solução. O Imiquimod, originalmente indicado para tratar verrugas também vem sendo usado para tratar a Alopecia Areata e também ceratoses actinicas e vitiligo.
 
Ciclosporina: A ciclosporina é um potente imunossupressor. Pode ser utilizada tanto na forma tópica quanto na forma oral.
 
Imunoterapia tópica: A imunoterapia tópica promove um acúmulo de células T supressoras em torno dos folículos pilosos e, como células inespecíficas, acabam por produzir uma imunorregulação negativa responsável pelo desenvolvimento e crescimento normais do folículo.
 
Dinitroclorobenzeno (DNCB): Primeiro contactante usado com resultados bons em 25 a 80% dos casos. Esta eficácia entretanto depende de fatores como: duração da doença, velocidade e grau de sensibilização do paciente, extensão e severidade da Alopecia Areata, associação com atopia, história familiar da doença e corticoterapia prévia.
 
Ácido Diesteriléster Esquárico (SADBE): Apresenta como vantagem a característica de não ser mutagênico como o DNCB, entretanto como efeito sistêmico pode promover o crescimento de pelos em áreas não tratadas topicamente.
 
Difenciprona: Pó cristalino branco mais estável que o SABDE e não mutagênico como o DNCB. Em alguns pacientes, a dose usualmente empregada tem que ser ajustada, de modo que produza o efeito desejado.
 
Complexos vitamínicos: Os aminoácidos e o complexo vitaminico (A, B1, B2, B6 e E)  reforçam o cabelo desde a raiz, ajudando no processo de queratinização e como antioxidante, evitando o envelhecimento celular.
 


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Dr. João Carlos Pereira - Transplante de Cabelos

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